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Precisa de panetone 100 dias antes do Natal?

Precisa de panetone 100 dias antes do Natal?

Vejam o que diz a Wilipédia sobre o panetone: “O panetone é um alimento tradicional da época de Natal de origem milanesa, do norte da Itália. Várias lendas tentam explicar a sua origem. O pão doce de natal possui fragância discreta de baunilha e recheio de frutas secas tais como a uva passa.”

Bem, eu também acreditava nisso, mas parece que o trecho sobre a “época de Natal” pode ser removido do texto. A não ser que a primeira quinzena de setembro também faça parte da época do Natal. Digo isso porque ontem, 13/09/2009 estávamos fazendo compras em um supermercado Sonda de São Paulo e nos deparamos com uma pilha enorme de panetones de várias marcas. Confira na foto:

Panetone 100 dias antes do Natal

Será que essas indústrias estão precisando tanto de dinheiro assim para tentar vender um produto tão característico do Natal mais de 100 dias antes? Se continuar assim, em dezembro comeremos ovos de páscoa e em janeiro já poderemos tomar quentão e pular a fogueira.

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Mauri | 14 de setembro de 2009 | 10:54 | Artigos | Fotos []

De ex-presidente a ex-critor

parecepiada_caricatura_collorO ex-presidente Fernando Collor de Mello, o homem “daquilo roxo”, que deixou seus eleitores vermelhos de vergonha ao sofrer um impeachment e desbotar nossa democracia, acaba de se tornar um imortal da Academia Alagoana de Letras. E aqui fica a pergunta: Você comprou ou leu algum livro dele? Não? Na verdade ninguém o fez. Collor não publicou nem vendeu em livrarias nenhum livro. Para justificar sua candidatura à academia, o ex-presidente apresentou alguns discursos impressos em gráficas oficiais e artigos veiculados em jornais locais.

Tento imaginar qual a contribuição dessas “obras” para nossas letras. Confesso que não as li (nem poderia pois não foram publicadas), por isso não posso julga-las. Talvez os 22 imortais que votaram a favor da nomeação tenham enxergado seu verdadeiro valor. No entanto a impressão que fica é que o ego e a prepotência do “escritor” superam seu talento literário.

Escrevo isto indignado como brasileiro e escritor, de verdade, que sou. (Os estranhos anões gigantes, Edições SM, ISBN 85-7675-047-3, a venda nas livrarias e internet. Compre já. Desculpem o merchandise). Indignado por que sei das dificuldades por que passam neste país inúmeros escritores e escritoras, poetas e poetizas, literatos e literatas. Pessoas com talento real que esperam anos por uma resposta acalentadora de alguma editora. Enquanto isso, na república das Alagoas e de seus coronéis, parece bastar um sobrenome e uma genitália colorida para se transformar em escritor.

Mas àqueles que preferem a via fácil e que gostariam de vestir o fardão dos imortais, fica o conselho. Peguem aquele caderno de receitas que sua mãe escreveu, tire algumas cópias, encaderne e mande para a academia de Alagoas. Suas chances são consideráveis desde que você não tenha um sobrenome em branco e preto.

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2 comentários
Lauro Elme | 7 de setembro de 2009 | 10:00 | Artigos []


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